quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bauerntheater 2009




Este ano marca a volta do Bauerntheater para a Festa do Colono Alemão, em Petrópolis. O Bauerntheater é um teatro itinerante que percorre a festa contando episódios da chegada dos colonos alemães a Petrópolis, desde sua saída da terra natal, passando pela viagem de navio, pela subida da serra e chegando aos primeiros momentos da colonização. O elenco deste ano aí está: Rose, Renata, Madson, Altair, Walewska, Madá, Pita, Sylvio e Nilson.

domingo, 10 de maio de 2009

BOAL (NYT)

10/05/2009

Augusto Boal, 78, um diretor que deu voz às plateias

The New York Times News Service
Por Bruce Weber
O diretor e teatrólogo brasileiro Augusto Boal, que criou formas de teatro interativo e politicamente expressivo sob o rótulo de Teatro do Oprimido, morreu no sábado (dia 2) no Rio de Janeiro. Ele tinha 78 anos.

A causa da morte foi insuficiência respiratória, disse Elisa Nunes, assessora do hospital Samaritano no Rio, informou a Associated Press.
Boal sofria de leucemia.

Enquanto diretor e dramaturgo, Boal tinha um interesse especial pela relação entre o espectador e o ator, e sua carreira foi uma busca constante por uma parceira maior entre ambos. Em sua filosofia, a vida e o teatro são intimamente relacionados; os cidadãos comuns são atores que simplesmente não têm consciência de que estão numa peça, e todos podem fazer teatro, até quem não tem formação. Em seu trabalho, o público normalmente se tornava um participante ativo da própria encenação.

O Teatro do Oprimido, que Boal criou no começo dos anos 70 e que se tornou um movimento internacional com seguidores em mais de 40 países, tem uma motivação tanto política quanto artística. Suas produções têm como tema a injustiça, principalmente nas comunidades pobres ou desfavorecidas politicamente, cujas vozes raramente são ouvidas. Ao longo dos anos, Boal desenvolveu vários formatos.

O movimento, brechtiano em seu engajamento social, tem seu nome derivado da "Pedagogia do Oprimido", manifesto educacional de 1968 escrito pelo filósofo Paulo Freire. O Teatro do Oprimido cresceu a partir do trabalho de Boal no Teatro de Arena, em São Paulo, entre
1955 e 1971. Nos anos 60, o dramaturgo criou o chamado Teatro Jornal, em que ele e seus colegas iam para fábricas e igrejas, incentivavam a discussão de assuntos cobertos pelos jornais e ajudavam as pessoas a dramatizá-los.

Outras variações do tema vieram em seguida. Uma delas foi o Teatro Invisível, no qual os atores, fingindo espontaneidade, representavam uma cena preparada num lugar público - um restaurante ou praça movimentada - atraindo inevitavelmente a participação dos cidadãos.
Outra foi o Teatro Fórum, em que uma peça sobre um problema social transformava-se no começo de uma negociação; a plateia era encorajada a sugerir diferentes formas de resolução para a peça e até mesmo a subir no palco para ajudar a interpretá-la.

Considerado subversivo pela ditadura militar brasileira, Boal foi preso por vários meses em 1971 e depois exilado. Ele morou na Argentina, em Portugal e na França enquanto o Teatro do Oprimido se expandia, retornando ao Brasil depois que a democracia foi restaurada em 1985.

Nos anos 90, ele trabalhou por três anos na prefeitura do Rio de Janeiro. Lá ele aplicou seu princípio teatral e político básico - o monólogo é a ferramenta da opressão, e o diálogo é a ferramenta da democracia - ao trabalho no governo.

"Esse livro tenta mostrar que o teatro é necessariamente político", escreveu Boal em "Teatro do Oprimido", sua influente obra teórica publicado em 1974, "porque todas as atividades do homem são políticas, e o teatro é uma delas".

Boal nasceu no Rio, de pais portugueses, em 1931. Estudou engenharia química, mas se interessou pelo teatro desde a infância, e esse interesse ficou mais forte quando ele foi para a cidade de Nova York no começo dos anos 50. Ele frequentou a Universidade de Columbia, onde estudou tanto química quanto dramaturgia e encenou suas primeiras peças. Voltou ao Brasil em 1955 e, deixando a carreira científica de lado, foi trabalhar no Arena. Seu primeiro trabalho lá como diretor foi uma adaptação de "Ratos e Homens", de John Steinbeck.

"Como eu não era diretor, não tinha medo de dirigir", dizia ele sobre seus primeiros trabalhos, de acordo com um estudo biográfico feito por Frances Babbage.

Boal foi casado duas vezes. Ele deixou a mulher Cecília e dois filhos, Julian e Fabian.

Boal também escreveu muitos livros, incluindo "Jogos para Atores e Não Atores", que descreve exercícios e técnicas para integrar atores e espectadores, e a autobiografia "Hamlet e o Filho do Padeiro".

Intelectual afetuoso e professor entusiasmado, Boal foi um pioneiro que passou seus últimos anos de vida divulgando sua concepção do teatro como um espaço com oportunidades iguais para profissionais e amadores. "Acho que qualquer um pode fazer teatro", dizia ele. "Até mesmo os atores. E pode-se fazer teatro em qualquer lugar. Até mesmo no teatro."

Isso não quer dizer que ele desdenhava as formas convencionais ou o teatro profissional. Na verdade, Boal dirigiu obras de Shakespeare e outras peças durante sua carreira. Mas ele almejava mais do que o convencional. Em uma entrevista à televisão em 2005, Boal mencionou que, em "Hamlet", Shakespeare diz que o teatro é um espelho da vida.

"Acho isso muito bonito", disse Boal. "Mas eu gostaria de ter um espelho mágico no qual, se não gostamos da imagem que temos na nossa frente, podemos entrar e transformar nossa imagem, para depois voltar com a imagem transformada."

(Tradução: Eloise De Vylder)


domingo, 3 de maio de 2009

Boal


DA FOLHA DE DOMINGO

Morre Augusto Boal, 78, criador do teatro do oprimido
Dramaturgo, que lutava contra leucemia, estava internado desde terça no Rio; corpo será cremado hoje à tarde

Metodologia criada por Boal conjugava teatro e ação social; em março, diretor foi nomeado embaixador do teatro pela Unesco

DA SUCURSAL DO RIO
DA REPORTAGEM LOCAL

Morreu na madrugada de ontem, aos 78 anos, no Rio, o teórico, diretor e dramaturgo Augusto Boal, expoente do teatro de resistência à ditadura no Brasil. Ele teve insuficiência respiratória, complicação decorrente de uma leucemia.
Boal estava internado desde terça-feira com infecção nas vias respiratórias, segundo o Hospital Samaritano. Lutava contra a leucemia “havia vários anos”, de acordo com seu filho Julian. O corpo será cremado no fim da tarde de hoje, no Cemitério São Francisco Xavier.
O diretor tornou-se mundialmente conhecido pelo teatro do oprimido, metodologia criada por ele em 1972 que conjuga teatro e ação social.
Em 25 de março deste ano, em Paris, ele foi nomeado embaixador mundial do teatro pela Unesco. Na ocasião, encerrou seu discurso assim: “Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!”.
Nascido em 1931, no Rio, Boal formou-se químico aos 21 anos, mas, aos 24, decidiu cursar teatro na Universidade Columbia (EUA). Um ano depois, em 1956, estreou como diretor no Teatro de Arena, em São Paulo, com a peça “Ratos e Homens”, de John Steinbeck.
Em 57, criou seu primeiro texto, a comédia “Marido Magro, Mulher Chata”. Dois anos mais tarde, o sucesso de “Chapetuba Futebol Clube”, com direção dele, confirmou o acerto da decisão do Arena de investir em dramaturgia nacional.

Parceria com o Oficina
No começo dos anos 60, Boal foi um dos articuladores de um intercâmbio entre os grupos Arena e Oficina, que gerou espetáculos como “A Engrenagem” e “José, do Parto à Sepultura”. Diretor deste último, Antônio Abujamra disse ontem que Boal “era a demonstração de que um diretor de teatro é um bicho social que tem de atuar com uma visão crítica”.
A partir de 62, ainda no Arena, esteve à frente de um movimento de nacionalização de textos clássicos, que incluiu montagens de “A Mandrágora”, de Maquiavel, e “Tartufo”, de Molière. Pouco após o golpe de 64, dirigiu no Rio o show “Opinião”, que reuniu artistas num gesto de resistência ao regime.
A partir daí, assinou musicais que recriavam biografias de personagens históricos, como “Arena Conta Zumbi” e “Arena Conta Tiradentes”. Nessa série, criou o chamado “sistema coringa”, em que atores se revezavam nos papéis.
Entre 68 e 70, excursionou com o Arena por EUA, México e outros países. Em 1971, foi preso pelo regime militar, pelas ligações com o Partido Comunista do Brasil. Três meses depois, ao ser solto, foi para os EUA e, em seguida, para Argentina e Portugal.
Ali, começou a difundir o teatro do oprimido, em suas palavras, “uma metodologia transformadora que propõe o diálogo como meio de refletir e buscar alternativas para conflitos interpessoais e sociais”.
No exílio, escreveu “Mulheres de Atenas” (adaptação de “Lisístrata”, de Aristófanes), com letras de Chico Buarque, que ontem lembrou: “A gente se correspondia muito e disso resultou a canção “Meu Caro Amigo” (1976), parceria com Francis Hime, destinada a ele. Nos últimos tempos [...], deixamos de nos ver, mas a amizade se manteve”.
Com a anistia, Boal retornou ao Brasil, em 1984. Em 1993, enveredou pela política: foi eleito vereador e usou as técnicas do teatro do oprimido para ouvir as queixas da população e elaborar projetos de lei.

domingo, 12 de abril de 2009

OUROPEL VOLTA !!!

DEVIDO AO SUCESSO ESTAREMOS DE VOLTA NOS DIAS 2 E 3 DE MAIO NO CENTRO DE CULTURA, NO TEATRO AFONSO ARINOS.
SÁBADO DIA 2 ÀS 20h
DOMINGO DIA 3 ÀS 18 h

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ouropel no Centro de Cultura









Ouropel volta ao cartaz!!!
Quinta (26 de março) e sexta (27 de março)
às 20h no Centro de Cultura Raul de Leoni,
Petrópolis.
Ingressos antecipados e meia entrada: R$4,00
Inteira: R$ 8,00

Pessoal Aí apresenta :

“Ouropel, cavalo e cavaleiro” é o resultado de algumas influências e afluências. Neste rio, que corre por nossa cena, passam as águas nascidas na fonte dos cantadores, na voz ritmada dos desafios, que se encontram com os rios fantásticos da literatura de cordel e ganham corpo e vida no teatro de mamulengo.

Ouropel, o falso ouro da humanidade, o herói eloqüente da caatinga, vai encarnar no mamulengo divino e enfrentar as 7 feras que a vida lhe apresentará, 7 personas, 7 obstáculos, 7 provas iniciáticas para a sua evolução: a Fome, a Gula, a Seca, a Cheia, a Pobreza, a Riqueza e... a Clareza.

Ficha Técnica:

Texto e Músicas de Sylvio Costa Filho

Direção e Figurinos de Pita Cavalcanti

Elenco:

Nilson Tassi,

Pita Cavalcanti,

Sylvio Costa Filho

Walewska Osório

Dias 26 e 27 de março às 20:00 h no Centro de Cultura

Ingressos antecipados a R$ 4,00 ou no dia a R$8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia)


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um pouco da história do Pessoal Aí

GRUPO TEATRAL PESSOAL Aí


O “Pessoal Aí” é um grupo que se formou no ano de 1985, a partir de oficinas com vários profissionais de teatro como Juliana Carneiro, Rubens Correa e Marcos Fayad. Estreou seu primeiro trabalho, em 1986 e desde então vem trabalhando ininterruptamente. Trouxe para os seus trabalhos profissionais como Henry Pagnoncelli, Caíque Botkay e Sylvia Orthof que durante um período conviveram e dirigiram o grupo. Já há algum tempo o grupo tem tido direção própria, sempre pautando-se pela busca de pesquisa e qualidade aliadas a uma proposta de intervenção cultural nos espaços da cidade.
Através de parcerias com órgãos do governo e da iniciativa privada já desenvolveu vários projetos como por exemplo: O Projeto Mambembe de Teatro nas Comunidades, levando teatro aos bairros e distritos de Petrópolis, utilizando a carroceria de um caminhão como palco, onde era montado um camarim e cenários; O Projeto “O Teatro vai à Escola” e “A Escola vai ao Teatro”; O Bauerntheater (contando a história da colonização alemã em Petrópolis através de uma dramatização que percorre os locais da festa do colono, a Bauernfest); “Petrópolis em Revista”, por ocasião dos 150 anos de Petrópolis; “Viva Cecília”, levando a poesia infantil de Cecília Meireles para várias platéias; fez a adaptação da obra poética do poeta Mário Quintana para a cena teatral; Fernando Pessoa no teatro e Cassiano Ricardo, com o “Martim Cererê”, além de performance homenageando o poeta Carlos Drummond de Andrade.
O grupo desenvolveu ultimamente vários trabalhos na área da saúde e da cidadania a convite da Prefeitura Municipal participando de campanhas como a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis; a campanha contra o dengue; a campanha pelo aleitamento materno, a conscientização da faixa do pedestre e as comemorações do centenário do vôo dirigível, com performances homenageando Alberto Santos Dumont.
O Pessoal Aí já se apresentou em Petrópolis e outras cidades transformando os mais variados espaços em espaços teatrais incluindo desde teatros convencionais, até quadras, campos de futebol, pátios de escola, circos, carrocerias de caminhões, parques, praças, shoppings, o trânsito das ruas, o recinto das igrejas, associações de moradores, sindicatos e tantos outros.
O Pessoal Aí teve uma participação ativa na vanguarda da luta pelo Teatro Municipal, promovendo cursos e eventos, chamando a atenção de todos para o fato de que o teatro estava sendo abandonado. O espetáculo “O Elefante Branco”, Uma Ode Ao Teatro, é fruto daqueles momentos de luta pela salvação do Teatro Municipal como um bem público.
Em 2004 trouxemos o espetáculo “Ouropel, Cavalo e Cavaleiro”, terceiro texto de uma série que chamamos de Trilogia Nordestina, baseado nas tradições populares da literatura de cordel e do teatro de mamulengo para a III Mostra de Teatro da cidade de Petrópolis.
O Pessoal Aí, paralelo ao seu trabalho de montagens, mantém um curso de teatro, já há mais de 15 anos.

Montagens do “PESSOAL AÍ”

· 1986 – Roupas de Baixo de Karl Valentin
· 1987 – História de Lenços e Ventos de Ilo Krugli
· 1988 – O Cavalo Transparente de Sylvia Orthof
· 1989 – O Cabaré da República de Sylvio Costa Filho (cont.)
· 1989 – O Labirinto da Noite de Sylvio Costa Filho
· 1989 – O Artista em Preto e Branco (performance)
· 1990 – Vida de Boneco de Sylvio Costa Filho
· 1991 – Absurdos Vagabundos de Renée de Ubaldia e Sylvio Costa Filho
· 1991 – A Invenção do Dia de Gabriel Jacques e Sylvio Costa Filho
· 1991 – O Espantalho e os Passarinhos de Mário Quintana
· 1992 – Viva Cecília - homenagem à Cecília Meireles
· 1992 – Petrópolis em Revista de Sylvio Costa Filho
· 1993 – Vendedores de Ilusão de Sylvio Costa Filho - Teatro de Rua
· 1993 – O Auto da Terra das Flores de Sylvio Costa Filho
· 1994 – Fantasias e Folias – criação coletiva
· 1994 – A Pedra de Calcutá – Mário Quintana
· 1995 – Os Feitos de Zaratustra – Criação Coletiva
· 1996 – A Porta do Sonho de Sylvio Costa Filho – Teatro de Rua
· 1996 – Martim Cererê – Cassiano Ricardo
· 1997 – Mamulengos e Cordéis – Ariano Suassuna
· 1997 – Bauerntheater de Sylvio Costa Filho – Teatro Itinerante
· 1997 – O Enigma da Mulher (performance) Teatro de Rua
· 1997 – Flicts de Ziraldo
· 1998 – Atos da Criação (performance) de Pita Cavalcanti
· 1998 – Ein Traum (performance) de Pita Cavalcanti
· 1999 – A Deusa de Sylvio Costa Filho
· 1999 – Fernando em Pessoas – Fernando Pessoa
· 2000 – Contos da Cidade Perdida - Sylvio C. Filho e Grupo
· 2000 – Mistérios de Elêusis adap. da mitologia
· 2002 – A Trupe no Trânsito –Sylvio Costa Filho e Pita Cavalcanti – Teatro de Rua
· 2002 – Dia “D” contra o Dengue – Pita Cavalcanti e Grupo -Teatro de Rua
· 2002 – DST Evitar você – Pita Cavalcanti e Sylvio C. Filho – Teatro de Rua
· 2002 – Noite na Repartição – Carlos Drumond de Andrade (performance)
· 2003 – Um Grito Parado no Ar – Gianfrancesco Guarnieri - Leitura dramática
· 2003 – O Elefante Branco de Sylvio C. Filho
· 2003 – As Três Marias – Criação coletiva
· 2003 – Eva do Aquiri e o Tratado de Petrópolis - Sylvio Costa Filho – Teatro de Rua
· 2004 – Pessoal Aí em Livro – Vários Autores
· 2004 – Ouropel, Cavalo e Cavaleiro de Sylvio Costa Filho
· 2004 – Severinos e Severinas de João Cabral de Melo Neto
· 2005 – Smile “Uma Aventura Pelo Mundo do Teatro” de Themístocles S. N.
· 2005 – Auto de Natal Cigano de Monah Delacy – em co-produção
· 2006 – Blau e Goles, a Dança- Pita Cavalcanti- Performance
· 2006 – Madalenas- Adaptação de Paulo Pontes
· 2006 – Santos Dumont e os 100 Anos da Aviação- Performance
· 2006­ – Nas nuvens com Santos Dumont- Leitura dramática
· 2007 – “...pedaço de fita, resto de renda...” – Cecília Meireles – Performance
· 2007 – Ponto de Partida –Gianfrancesco Guarnieri – Leitura dramática
· 2007 – Memórias – Direção e Produção. C/ Grupo de Teatro da Melhor Idade
· 2008 – Os Sete Gatinhos – Nelson Rodrigues – Leitura c/ Cia. Sekreta de Teatro
· 2008 – Performance S. Dumont e Marcelle Grandcey – Dia da cultura
· 2008 – Radioteatro – Direção e Produção – c/ o Grupo de Teatro da Melhor Idade
· 2009 – Remontagem de Ouropel, cavalo e cavaleiro. – Sylvio Costa Filho

Lê...Minski - leitura dramatizada